A REVOLUSSAUM!11!1
Quinta-Feira, 31 de Agosto de 2007
Tudo corria extraordinariamente bem na aula... mas havia um clima estranho. De fato, eu cheguei até mesmo a me divertir na Educação Física, com o meu novo time, chamado Fratura Exposta(que, aliás, é um desastre, mas nós gostamos).
Saio do meu primeiro e, mais tarde eu descobriria, último jogo do dia...
Percebi que tinha gente chorando. Gente furiosa. Gente gritando.
Resumindo, gente puta da cara.
Perguntei à minha colega Luana o que havia acontecido. Ela, que estava chorando no momento, disse algo como "ã M-árgha-- sniff... d'm'tida..."
Aplicando meu Peixe de Babel, entendi que a Marga foi demitida. A Marga, porra. No meio da manhã.
A Marga é(era) a supervisora do colégio. Quem nos dava apoio, uma sala para conversar, e-mails sobre carreira pós-colégio e etc. Não fazia sentido, porra! O que levou a aquilo?
Não foi só ela. Mais quatro funcionários, entre eles até o Voltaire, nosso querido zoador de alunos e faz-tudo nas horas vagas(e a piada cansou. Não uso mais por um mês), que ganhava pouquíssimo.
Aliás, o motivo foi justamente esse. Dinheiro. Todas esses funcionários, tirando o supracitado faz-tudo, ganhavam muito, por estarem há muito tempo na escola. Ainda por cima, prefiriram demitir as mentes pensantes do colégio(palavras do meu pai), em vez de incompetentes como a professora de Redação. História para outra hora.
Pois bem. Poucos minutos depois, a escola estava sob baderna. Enquanto pessoas como as minhas amigas do segundo ano organizaram um abaixo-assinado para trazer os funcionários de volta(seria usado posteriormente, depois de sabermos as razões verdadeiras. O do dinheiro, até ali, era só uma hipótese), outros começaram a correr pela escola, derrubando mesas, destruindo algumas cadeiras de plástico e outras coisas estranhas. Entre estes, estavam Flag e Golbat. Eles até estão lendo este blog, agora, provavelmente por raiva. Aplausos!
Outros, em um meio-termo legal, arrancaram folhas de seus cadernos e botaram nos murais. Todas estavam preenchidas com frases do estilo "VOLTA VOLTÉR!", mostrando também que nomes incomuns não são bem aceitos pela sociedade.
O dia foi encerrado com um combinado: ninguém entrava na escola no dia seguinte. Se chovesse, ninguém entraria nas salas. E assim foi...
Sexta-Feira, 1º de Agosto de 2007
Dentro do ginásio da escola(choveu), o papo estava sério. Professores tentavam nos levar para a sala, enquanto um moleque com uma corneta fazia sons insuportáveis. A expectativa era grande... eles não poderiam nos ignorar...
E não nos ignoraram! Fomos convocados à paróquia/sala de reuniões pelo diretor, para uma DISCUSSÃO AMIGÀVEL.
O ensino médio reunido, junto com a sétima e a oitava série. Pensava que ficaria daquela jeito, mas não ficou...
Sabe, o diretor foi lá e nos enrolou. Enrolou pra caramba. Perguntávamos "Qual o preço das bananas?" e ele respondia "Sua questão é muito relevante, mesmo. De fato, eu gosto de chocolate". Uma porra.
Ah, esqueci de falar... o cara expulsou a sétima e a oitava séries. Alegou que "eles eram muito novos para entender". Sob protestos, o espertão disse que depois da primeira, seria organizada OUTRA reunião para o Ensino Fundamental.
Separar e conquistar, eh? Ah, estrategistas bestas... muito fácil separar quem tem argumentos de quem não tem, para fazer a cabeça dos segundos. Foi por isso que muitos de nós compareceram na segunda reunião.
Tivemos também a ilustre presença de Bruna Krob, uma ex-aluna do colégio, que se formou ano passado. Ela também estava revoltada com tudo aquilo, e foi lá nos apoiar. Ela nos deu coragem e idéias, e duvido que o diretor não teria se sentido pressionado se não fosse por ela. Valeu. Eu tô falando, esse pessoal de História é tudo idealista...
Mas não havia acabado! O diretor falou que ocorreria uma terceira reunião, segunda-feira à noite, mais destinada aos pais, mas a presença dos revoltosos era muito bem-vinda...
Segunda-feira, 4 de junho de 2007
O dia correu bem, tirando o resultado das ameaças do Flag. Próximo post, próximo post.
Pois bem, de noite houve a reunião. Eu e meu pai chegamos levemente atrasados, mas já deu para ver que estava uma situação delicada.
O Conselho Escolar estava presente. Os chefões. Aqueles que decidiram pelas demissões sem sentido.
E logo vimos que os caras são realmente sem sentido.
A mesma tática do diretor: ouvir uma pergunta e responder, mas outra coisa. Muitos pais faziam comentários muito relevantes, que recebiam aplausos. Os membros arrogantes do conselho escolar, incluindo o cara que fala "houveram"("Houveram vezes em que a escola passou por(...) Houveram reuniões, mas ninguém participou."), nos agrediam constantemente, nos chamando de ignorantes e nos mandando calar a boca, com as palavras mais disfarçadas que eu já vi.
Foi aí que sacamos que o coitado do diretor, que respondia muito calmamente para a platéia, era apenas um fantoche.
Um comentário que resumiu todas as idéias foi o do meu pai. Foi mais ou menos assim:
Aqui, a platéia interrompeu ele aplaudindo. Muito. Ele voltou:
Mais aplausos, até que...
Ele deixou o microfone sendo aplaudido. Não foi exatamente isso que ele falou, mas foi parecido.
Bom, o careca que fala "houveram" pegou o microfone. Ele disse "Primeiramente, digo que não vamos voltar atrás".
Ha, ele pediu. Meu pai se levantou e gritou "Então não temos nada o que fazer aqui", ao mesmo tempo que dezenas de outros pais. Todos esses saíram da paróquia, revoltados, prontos para tirar seus filhos da escola no fim do ano.
A batalha foi perdida. Mas não a guerra... acredito que vai melhorar. Ah, vai. Se não por palavras, vai por pressão.
...
E, amanhã, um texto engraçado! A Grande Ameaça do Morcego e sua Bandeira se realizou, em uma atitude terrivelmente covarde!
Ha, vocês vão rir.
Tudo corria extraordinariamente bem na aula... mas havia um clima estranho. De fato, eu cheguei até mesmo a me divertir na Educação Física, com o meu novo time, chamado Fratura Exposta(que, aliás, é um desastre, mas nós gostamos).
Saio do meu primeiro e, mais tarde eu descobriria, último jogo do dia...
Percebi que tinha gente chorando. Gente furiosa. Gente gritando.
Resumindo, gente puta da cara.
Perguntei à minha colega Luana o que havia acontecido. Ela, que estava chorando no momento, disse algo como "ã M-árgha-- sniff... d'm'tida..."
Aplicando meu Peixe de Babel, entendi que a Marga foi demitida. A Marga, porra. No meio da manhã.
A Marga é(era) a supervisora do colégio. Quem nos dava apoio, uma sala para conversar, e-mails sobre carreira pós-colégio e etc. Não fazia sentido, porra! O que levou a aquilo?
Não foi só ela. Mais quatro funcionários, entre eles até o Voltaire, nosso querido zoador de alunos e faz-tudo nas horas vagas(e a piada cansou. Não uso mais por um mês), que ganhava pouquíssimo.
Aliás, o motivo foi justamente esse. Dinheiro. Todas esses funcionários, tirando o supracitado faz-tudo, ganhavam muito, por estarem há muito tempo na escola. Ainda por cima, prefiriram demitir as mentes pensantes do colégio(palavras do meu pai), em vez de incompetentes como a professora de Redação. História para outra hora.
Pois bem. Poucos minutos depois, a escola estava sob baderna. Enquanto pessoas como as minhas amigas do segundo ano organizaram um abaixo-assinado para trazer os funcionários de volta(seria usado posteriormente, depois de sabermos as razões verdadeiras. O do dinheiro, até ali, era só uma hipótese), outros começaram a correr pela escola, derrubando mesas, destruindo algumas cadeiras de plástico e outras coisas estranhas. Entre estes, estavam Flag e Golbat. Eles até estão lendo este blog, agora, provavelmente por raiva. Aplausos!
Outros, em um meio-termo legal, arrancaram folhas de seus cadernos e botaram nos murais. Todas estavam preenchidas com frases do estilo "VOLTA VOLTÉR!", mostrando também que nomes incomuns não são bem aceitos pela sociedade.
O dia foi encerrado com um combinado: ninguém entrava na escola no dia seguinte. Se chovesse, ninguém entraria nas salas. E assim foi...
Sexta-Feira, 1º de Agosto de 2007
Dentro do ginásio da escola(choveu), o papo estava sério. Professores tentavam nos levar para a sala, enquanto um moleque com uma corneta fazia sons insuportáveis. A expectativa era grande... eles não poderiam nos ignorar...
E não nos ignoraram! Fomos convocados à paróquia/sala de reuniões pelo diretor, para uma DISCUSSÃO AMIGÀVEL.
O ensino médio reunido, junto com a sétima e a oitava série. Pensava que ficaria daquela jeito, mas não ficou...
Sabe, o diretor foi lá e nos enrolou. Enrolou pra caramba. Perguntávamos "Qual o preço das bananas?" e ele respondia "Sua questão é muito relevante, mesmo. De fato, eu gosto de chocolate". Uma porra.
Ah, esqueci de falar... o cara expulsou a sétima e a oitava séries. Alegou que "eles eram muito novos para entender". Sob protestos, o espertão disse que depois da primeira, seria organizada OUTRA reunião para o Ensino Fundamental.
Separar e conquistar, eh? Ah, estrategistas bestas... muito fácil separar quem tem argumentos de quem não tem, para fazer a cabeça dos segundos. Foi por isso que muitos de nós compareceram na segunda reunião.
Tivemos também a ilustre presença de Bruna Krob, uma ex-aluna do colégio, que se formou ano passado. Ela também estava revoltada com tudo aquilo, e foi lá nos apoiar. Ela nos deu coragem e idéias, e duvido que o diretor não teria se sentido pressionado se não fosse por ela. Valeu. Eu tô falando, esse pessoal de História é tudo idealista...
Mas não havia acabado! O diretor falou que ocorreria uma terceira reunião, segunda-feira à noite, mais destinada aos pais, mas a presença dos revoltosos era muito bem-vinda...
Segunda-feira, 4 de junho de 2007
O dia correu bem, tirando o resultado das ameaças do Flag. Próximo post, próximo post.
Pois bem, de noite houve a reunião. Eu e meu pai chegamos levemente atrasados, mas já deu para ver que estava uma situação delicada.
O Conselho Escolar estava presente. Os chefões. Aqueles que decidiram pelas demissões sem sentido.
E logo vimos que os caras são realmente sem sentido.
A mesma tática do diretor: ouvir uma pergunta e responder, mas outra coisa. Muitos pais faziam comentários muito relevantes, que recebiam aplausos. Os membros arrogantes do conselho escolar, incluindo o cara que fala "houveram"("Houveram vezes em que a escola passou por(...) Houveram reuniões, mas ninguém participou."), nos agrediam constantemente, nos chamando de ignorantes e nos mandando calar a boca, com as palavras mais disfarçadas que eu já vi.
Foi aí que sacamos que o coitado do diretor, que respondia muito calmamente para a platéia, era apenas um fantoche.
Um comentário que resumiu todas as idéias foi o do meu pai. Foi mais ou menos assim:
"Boa noite, sou pai de dois novos alunos, um no Ensino Médio e outro no Fundamental. Primeiramente, gostaria de dizer que, no fim do ano passado, fizemos uma pesquisa demorada. O último colégio a ser visto foi o Salvador.
Quem nos convenceu foi a Marga, senhores. Se fossem pelas condições precárias do colégio, não teríamos matriculado nossos filhos, mas a parte da educação nos agradou. Principalmente por causa da orientadora, que pareceu se importar muito com todos os alunos"
Aqui, a platéia interrompeu ele aplaudindo. Muito. Ele voltou:
"...eu concordo também com uma coisa que uma mãe disse anteriormente: creio que houve uma quebra de contrato. Eu matriculei meus filhos achando que eles iriam receber ensino de todos os professores que estavam no início do ano, e nem chegou ao meio deste e um terço do corpo docente foi demitido."
Mais aplausos, até que...
"...por favor, deixem-me terminar. Bom, para finalizar: o Salvador quer se tornar uma empresa moderna, não quer? A última coisa que uma empresa moderna faz é demitir funcionários. Sugiro que vocês regressem em seus atos, seria prudente"
Ele deixou o microfone sendo aplaudido. Não foi exatamente isso que ele falou, mas foi parecido.
Bom, o careca que fala "houveram" pegou o microfone. Ele disse "Primeiramente, digo que não vamos voltar atrás".
Ha, ele pediu. Meu pai se levantou e gritou "Então não temos nada o que fazer aqui", ao mesmo tempo que dezenas de outros pais. Todos esses saíram da paróquia, revoltados, prontos para tirar seus filhos da escola no fim do ano.
A batalha foi perdida. Mas não a guerra... acredito que vai melhorar. Ah, vai. Se não por palavras, vai por pressão.
...
E, amanhã, um texto engraçado! A Grande Ameaça do Morcego e sua Bandeira se realizou, em uma atitude terrivelmente covarde!
Ha, vocês vão rir.
6 comentários:
não tem muito o que dizer...
não precisa ser muito atento pra reparar que isso é injusto e babaca o.õ
não faz sentido =.='
tomara que percam grande parte dos alunos :P
e que não deixem essa coisa ser esquecida ò.ó
(y)
AE MEO VAMU QUEBRA TUDU.
dizem q foi por motivos financeiros, mas foi uma péssima estratégia.a intenção era ganhar mais alunos mas eles vão perder.que o grêmio mude algo.belo post ciro
Caraio que foda XD
(Esse mereceu meu comentário, mesmo que inútil :P )
DEMOROU PRA LEVAR MEU "BAT" AMANHA VO QUEBRAR TUDO COMEÇANDO DO CARECA FMS
|: Que interessante, uma revolução
Poisé =|
Valeu aí, Ultima. Volte sempre.
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